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Flamengo para Ronaldinho, e Atlético-MG só empata com rival e vê Flu abrir oito pontos

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Com Ronaldinho Gaúcho anulado novamente, o Flamengo, que atuou desde os 42min do primeiro tempo com um jogador a menos, arrancou empate com o Atlético-MG por 1 a 1, nesta quarta-feira, no Independência, e ajudou o rival Fluminense, que lidera o Campeonato Brasileiro com oito pontos de vantagem a cinco rodadas do encerramento. A equipe mineira, que permanece na vice-liderança, ficou mais distante da briga pelo título brasileiro.

Centro das atenções, Ronaldinho Gaúcho, que saiu brigado do Flamengo e trava uma disputa na Justiça com o ex-clube, foi bem marcado pelos ex-companheiros e teve atuação discreta. O meia atleticano acertou a trave numa cobrança de falta no final da partida, em seu melhor momento no jogo. O time carioca saiu na frente ainda na etapa inicial. O Atlético empatou no segundo tempo, mas a reação parou por aí.

O Atlético foi a 64 pontos e viu o Fluminense ficar a oito pontos na ponta da tabela. O resultado frustrou as pretensões da equipe mineira, que precisava da vitória para tentar uma arrancada na reta final. O Fluminense, que venceu o Coritiba por 2 a 1 na semana passada, segue na liderança com 72 pontos.

O Flamengo chegou a 41 pontos e agora está a oito pontos do Sport, o primeiro da zona de rebaixamento. A cinco rodadas do final, o time carioca ficou mais próximo de afastar a ameaça de queda para a segunda divisão.

'Vilão' da torcida decide com dois gols e encaminha vaga do São Paulo na Sul-Americana

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Ele estava em baixa com a torcida do São Paulo e com o goleiro Rogério Ceni, que preferiu recentemente a improvisação do meia Cícero no ataque ao invés da sua entrada, em episódio que gerou polêmica com o técnico Ney Franco. Mas Willian José aproveitou a chance que teve e, com dois gols, foi o destaque da vitória contra a Universidad do Chile por 2 a 0 que encaminhou a vaga do Tricolor para a semifinal da Copa Sul-Americana.

Agora o São Paulo poderá perder por um gol de diferença na partida de volta no Pacaembu na próxima quarta-feira que se classifica para a semifinal da Sul-Americana. Se passar de fase, o Tricolor pegará o vencedor do confronto entre Independiente-ARG e Universidade Católica, que duelam pela primeira vez nesta quinta-feira.

Nem o torcedor mais otimista do São Paulo imaginava um cenário tão favorável para o Tricolor atuando fora dos seus domínios contra o atual campeão da Sul-Americana e sem a sua principal referência ofensiva, Luis Fabiano, artilheiro do time na atual temporada (foi poupado para se tratar de lesão). Os visitantes ‘mataram’ a partida em dois gols de oportunismo e ainda viram a expulsão de Mena no primeiro tempo.

Os dois gols do São Paulo saíram em jogadas iniciadas pelo volante Wellington, prova da grande fase que o camisa 5 se encontra desde que voltou de lesão.  Escolhido para a vaga de Luis Fabiano, Willian José mostrou oportunismo em ambos os lances. Em má fase, o atacante se emocionou com os gols marcados, bateu no peito e desabafou.

“Depois que o torcedor me vaiou, eu comecei a treinar forte para agarrar com as duas mãos a oportunidade. Graças a Deus consegui fazer os dois gols”, falou o jogador no intervalo.

O técnico Ney Franco manteve a mania de tirar jogadores com cartão amarelo com o medo de ficar com um atleta a menos. O preservado desta vez foi Cortez, que deu vaga a Maicon – Wellington foi para a lateral-direita e Douglas passou a atuar na esquerda.

Jorge Sampaoli também fez mudanças táticas na Universidad do Chile: saiu Lorenzetti e entrou Rodríguez. As alterações deixaram a La U melhor na partida, mesmo com um atleta a menos: Rogério Ceni foi obrigado a trabalhar com três intervenções. Ciente do erro que cometeu, Ney Franco colocou o zagueiro Edson Silva improvisado na lateral (Jadson saiu), enquanto Douglas e Wellington voltaram para as suas posições.

Apesar de ter um jogador a mais, o São Paulo recuou excessivamente e a “La U” tomou conta da partida. Ademilson ainda entrou no time no lugar do cansado Osvaldo. Sem articulação após a saída de Jadson, o Tricolor se limitou somente a defender e segurar o resultado, deixando o Chile muito satisfeito com o 2 a 0 no marcador.

O resultado positivo do São Paulo, que poderia ter sido até mais elástico, acabou com uma invencibilidade da Universidad do Chile de 25 jogos atuando em seus domínios - 19 vitórias e seis empates.

Palmeiras decide usar leitura labial, mas descarta pressionar STJD via Fifa e Justiça Comum

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O Palmeiras fechou a estratégia para convencer o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) que o juiz Francisco Carlos do Nascimento usou de ajuda da televisão para anular o gol de Hernán Barcos no jogo do último sábado, diante do Internacional. O clube usará repórteres que estavam no campo e o médico como testemunha, além de contratar um perito de leitura labial para analisar a conversa dos árbitros e do delegado da partida, Gérson Baluti.

Apesar disso, o time não pretende acionar a Fifa e nem a Justiça Comum. Essa já era uma corrente que começava a se espalhar pela diretoria paulista, que pretendia pressionar o STJD a decidir pela anulação do jogo. Isso porque a entidade máxima do futebol é completamente contra a interferência de qualquer tecnologia no futebol que não seja o chip na bola que mostra se o gol aconteceu ou não.

"A gente não vai usar Fifa ou Justiça Comum. Achamos que via STJD a gente vai conseguir algo. Temos provas boas e vamos aumentar isso com a contratação de um perito em leitura labial. Eu mesmo vi o árbitro conversando via rádio dizendo 'Veja aí'. Como assim, veja aí? Ele vai ter que explicar isso. A leitura labial nos deixa bem confiante de que a interferência será provada", disse o diretor jurídico palmeirense, Piraci de Oliveira.

Além disso, o Palmeiras usará como testemunhas repórteres que trabalharam na transmissão do jogo e estavam na beira do campo na hora da confusão. Na TV Bandeirantes, por exemplo, houve a informação de que o delegado saiu pelo campo procurando informação com os repórteres. Além deles, o médico Vinicius Martins também poderá relatar a conversa que teve com Baluta.

Brasileiro tem recorde de estabilidade de técnicos, e clubes se dizem mais profissionais

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O tão sonhado pedido de estabilidade feito pelos técnicos do país pode ter chegado no ponto máximo depois de dez anos de edição dos pontos corridos no Campeonato Brasileiro. É o que se percebe pelos números da edição de 2012 do torneio nacional.

Há apenas cinco rodadas para o final, nove clubes (45%) mantiveram seus treinadores desde o início da competição. E ao que parece serão todos mantidos até a rodada final. As mudanças de comando só devem ocorrer após o final da competição.

TROCAS DE TÉCNICOS NOS PONTOS CORRIDOS SEGUNDO O DATAFOLHA

Ano Nº de times que não trocaram técnicos Nº total de troca de técnicos
2003 5 36
2004 4 40
2005 3 36
2006 6 28
2007 6 24
2008 8 27
2009 3 25
2010 2 33
2011 6 24
2012 9 14


Fluminense, Atlético-MG, Grêmio, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Santos, Náutico e Portuguesa não mexeram no comando técnico desde o início do Brasileiro. E quatro desses times (Fluminense, Atlético-MG, Corinthians e Santos) estão com os mesmos treinadores desde pelo menos o ano passado.

O número de manutenções de técnicos é o maior da história até agora no Brasileiro, segundo números do Datafolha. Supera as oito continuidades do Campeonato Brasileiro de 2008, quando parecia que dar tempo de trabalho aos comandantes seria uma tendência.

Mas não foi. Logo na edição seguinte, em 2009, só três dos que começaram foram mantidos pelos 20 clubes da Série A. Em 2010, o caiu para dois e atingiu o pior índice da história.

Se considerar o número total de trocas de técnicos (levando-se em conta times que mexeram mais de uma vez), o Brasileiro-2012 também é o que registra menor índice. Foram 14 mudanças até agora.

O menor número de trocas até então havia sido registrado no ano passado e na edição de 2007, quando houve 24 mudanças.

Zona de rebaixamento

Os clubes que se situam na zona de rebaixamento são os maiores responsáveis pelas trocas de treinadores. Totalizam sete, metade de todas as trocas do Nacional.

O Atlético-GO demitiu Adilson Batista. Depois, degolou Jairo Araújo. O Figueirense tirou já de seu comando Argel Fucks e Helio dos Anjos.

No Sport, Vagner Mancini e Waldemar Lemos não tiveram vida longa. No Palmeiras, Luiz Felipe Scolari deixou o time.

G4 e São Paulo

Os clubes que ocupam as três primeiras posições no Campeonato Brasileiro, Fluminense, Atlético-MG e Grêmio, não trocaram de técnicos.

O clube mineiro trocou muito de técnico nos últimos anos e manteve Cuca mesmo após a luta contra o rebaixamento em 2011, goleada de 6 a 1 para o Cruzeiro e eliminação na Copa do Brasil. A diretoria atleticana diz ser favorável a trabalhos longos e que isso é uma tendência no futebol brasileiro.

“Eu acho que é uma tendência [manter os técnicos]. Muitas das vezes fica insustentável. Mas você tem que ser firme. O Cuca teve cinco, seis, sete derrotas e poderíamos trocar. Teve pressão da torcida e da imprensa. E não trocamos. Se você começar a se sentir pressionado e mudar sua filosofia, a chance de dar errado é muito grande”, falou Eduardo Maluf, diretor de futebol do Atlético-MG.

Do G4, apenas o São Paulo optou por fazer uma troca. Demitiu Emerson Leão logo no começo do campeonato, na sexta rodada. A troca pareceu ter dado resultado, já que naquela altura o clube era o oitavo colocado, com 50% de aproveitamento. Agora é o quarto, com 59%.

O time do Morumbi não é exceção à regra só no G4. Também em sua cultura dos últimos anos. De 2004 a 2009, não demitiu nenhum técnico. Mas, nos últimos três anos, degolou seis.

A falta de estabilidade no cargo nos últimos foi, segundo a diretoria, fruto da falta de boas opções no mercado.

“Isso tem a ver com o determinado momento, tem fases de transições, surgimento de novos nomes, experiências. Tentamos fazer experiência com o Baresi, da base, teve aspectos positivos, com ele subiram inúmeros jogadores sem trauma e com identificação. São ajustes e que são sendo feitos e que tem determinado perfil. Acho que esse sempre será um problema que os clubes irão enfrentar. São poucos os profissionais qualificados”, falou Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, vice-presidente do clube.

Paciência com o meio de tabela

Chama a atenção que alguns clubes que fazem campanhas modestas no Nacional ainda não tenham demitido seus treinadores. É o caso do Cruzeiro, que permanece com Celso Roth e ocupa a nona colocação. A direção do clube diz estar com uma mentalidade diferente.

“O futebol está se profissionalizando cada vez mais. As pessoas estão entendendo que é uma sequência e trabalho e que tem que analisar várias vertentes, não só o resultado, mas o trabalho do dia a dia, o comprometimento, o que o técnico pensa do clube, isso tudo pesa. Trocar por trocar funcionava lá atrás, hoje não funciona mais. Hoje temos mais profissionalismo”, falou Alexandre Mattos, diretor de futebol do Cruzeiro.

O Náutico aparece em apenas 13º, mas permanece com Alexandre Gallo no comando. O clube, por meio de seu presidente, diz que mediante as condições de trabalho, o resultado é bom e que a direção também tem que ser responsabilizada por todo o processo.

“Os técnicos ficam inseguro quando levavam dois ou três resultados negativos. Só tivemos dois técnicos em 2012. Acho que essa é uma tendência, tem que ter paciência. Um trabalho não se faz da noite pro dia. Direção também tem que ter paciência, não só os treinadores. Temos que errar menos nas contratações, e o treinador ser parte disso”, falou Paulo Wanderley, presidente do clube.

TÉCNICOS QUE DEIXARAM TIMES NO CAMPEONATO BRASILEIRO

Troca Técnico Equipe Rodada que saiu
1 Adilson Batista Atlético-GO 2
2 Emerson Leão São Paulo 6
3 Paulo R. Falcão Bahia 10
4 Argel Fucks Figueirense 10
5 Dorival Junior Internacional 10
6 Joel Santana Flamengo 11
7 Vagner Mancini Sport 16
8 Caio Júnior Bahia 17
9 Hélio dos Anjos Figueirense 18
10 Marcelo Oliveira Coritiba 22
11 Cristovão Borges Vasco 23
12 Jairo Araujo Atlético-GO 23
13 Luiz Felipe Scolari Palmeiras 24
14 Waldemar Lemos Sport 28